Que se algumas das atitudes que tomo
Talvez não sejam as mais adequadas
Que fico triste repentinamente
Sem boas justificativas para isso
Que me deprimo, às vezes, por dizer algo
E achar que a magoei
Que tento ser o melhor sempre
E que isso não é nada fácil
Que Tenho a sensação que tudo que faço
Não esta sendo bom o suficiente
Que complico a vida cada dia mais
Pois estou perdendo força
Será que você percebe que...
Estou muito mal... que sofro
Quando será que isso vai acabar?
Mas um dia eu volto...
ever...
sábado, dezembro 06, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
segunda-feira, novembro 10, 2008
Se você me ouvisse...
Meu amor neste mundo não cabe...
Te desejo, você sabe
Te quero, já te disse
Ah! Mas se você me ouvisse...
Gostaria de ser lembrado
De também ser amado
Acreditar que sou importante
Para você, e ser seu amante
Mas como é difícil agüentar...
E se não desejo mais lutar?
Tranqüila ai de ficar?
Pois, te desejo e já lhe disse
E agora se me ouvisse?
É tarde, quero apenas descansar
Everton Gomes da Cunha
Te desejo, você sabe
Te quero, já te disse
Ah! Mas se você me ouvisse...
Gostaria de ser lembrado
De também ser amado
Acreditar que sou importante
Para você, e ser seu amante
Mas como é difícil agüentar...
E se não desejo mais lutar?
Tranqüila ai de ficar?
Pois, te desejo e já lhe disse
E agora se me ouvisse?
É tarde, quero apenas descansar
Everton Gomes da Cunha
quarta-feira, novembro 05, 2008
PROFISSÃO
Perguntaram pro menino:
"o que você quer ser quando crescer?"
Serei engenheiro,
Serei arquiteto,
Serei médico,
Serei astronauta
Serei jornalista,
Serei escritor,
Serei empresário,
Serei pintor
E principalmente
Serei advogado,
Serei Psicólogo,
Serei Pai,
Serei Mãe
Serei um Dom Quixote,
Serei um Bentinho,
Serei um mocinho
Serei um vilão
Eles riram e disseram:
"Menino! Você não pode ser tudo isso..."
Ele respondeu: “claro que eu posso,
EU SEREI PROFESSOR!”
Carmen Barudi
Poema extraído do Jornal Quixote, edição n.º 2, do Grupo de Literatura Gauche. Agradeço a minha amiga Carmen por autorizar a publicação da sua arte aqui no meu blog.
"o que você quer ser quando crescer?"
Serei engenheiro,
Serei arquiteto,
Serei médico,
Serei astronauta
Serei jornalista,
Serei escritor,
Serei empresário,
Serei pintor
E principalmente
Serei advogado,
Serei Psicólogo,
Serei Pai,
Serei Mãe
Serei um Dom Quixote,
Serei um Bentinho,
Serei um mocinho
Serei um vilão
Eles riram e disseram:
"Menino! Você não pode ser tudo isso..."
Ele respondeu: “claro que eu posso,
EU SEREI PROFESSOR!”
Carmen Barudi
Poema extraído do Jornal Quixote, edição n.º 2, do Grupo de Literatura Gauche. Agradeço a minha amiga Carmen por autorizar a publicação da sua arte aqui no meu blog.
sábado, outubro 25, 2008
Tocar por tocar

O telefone toca
O coração acelera
A ansiedade domina
Corro para atender
Tento saber quem é
antes de algo ser dito
Desejo ouvir a sua voz
Ouço algo
Me desanimo
Não é você
Tenho que atender
normalmente
Outra pessoa
quer falar comigo
Ela se lembrou de mim!
De tantas que me ligam
A que mais desejo não me liga
Talvez por falta de tempo
Ou, quem sabe, de costume
Mas isso me faz falta
Agora estou aqui
Esperando o telefone tocar
Sei que isso não vai acontecer
Mas o que tem demais acreditar
que talvez hoje seja diferente?
Não quero atender mais o telefone
Pois sempre fico triste
Quando atendo o telefone e percebo
que não é você
E fico mais triste quando desligo
Pois penso que
Se outras pessoas me ligam
Por que ela não me liga?
Já me decidi
Vou continuar esperando
E quem sabe
Esse telefone não vai tocarSomente por tocar
O coração acelera
A ansiedade domina
Corro para atender
Tento saber quem é
antes de algo ser dito
Desejo ouvir a sua voz
Ouço algo
Me desanimo
Não é você
Tenho que atender
normalmente
Outra pessoa
quer falar comigo
Ela se lembrou de mim!
De tantas que me ligam
A que mais desejo não me liga
Talvez por falta de tempo
Ou, quem sabe, de costume
Mas isso me faz falta
Agora estou aqui
Esperando o telefone tocar
Sei que isso não vai acontecer
Mas o que tem demais acreditar
que talvez hoje seja diferente?
Não quero atender mais o telefone
Pois sempre fico triste
Quando atendo o telefone e percebo
que não é você
E fico mais triste quando desligo
Pois penso que
Se outras pessoas me ligam
Por que ela não me liga?
Já me decidi
Vou continuar esperando
E quem sabe
Esse telefone não vai tocarSomente por tocar
superever
quinta-feira, outubro 09, 2008
Não me entendo
Eu sei que estou distante,
Que muitas vezes estou ausente.
Mas a todo instante
Penso em você, constantemente.
Eu sumo, desapareço,
Não é que eu queira ser assim.
Pago um alto preço
Quando não a tenho perto de mim.
Eu me cobro e você também
E nos deixamos ser refém
Do meu comportamento, insano.
E o tempo vai passando
Já não mais me reconheço
Mas ainda te agradeço
Por tentar me entender
Apesar de tanto sofrer
Não queria ser assim.
Isso não é parte de mim.
O que é que estou fazendo?
Por mais que pense, não me entendo.
A verdade é que tudo isso
Está acabando com nós dois
E agora que me dei conta disso
Não posso deixar para depois
Que muitas vezes estou ausente.
Mas a todo instante
Penso em você, constantemente.
Eu sumo, desapareço,
Não é que eu queira ser assim.
Pago um alto preço
Quando não a tenho perto de mim.
Eu me cobro e você também
E nos deixamos ser refém
Do meu comportamento, insano.
E o tempo vai passando
Já não mais me reconheço
Mas ainda te agradeço
Por tentar me entender
Apesar de tanto sofrer
Não queria ser assim.
Isso não é parte de mim.
O que é que estou fazendo?
Por mais que pense, não me entendo.
A verdade é que tudo isso
Está acabando com nós dois
E agora que me dei conta disso
Não posso deixar para depois
superever
segunda-feira, outubro 06, 2008
Vida X Morte
No poema que se tem na sequência, verifica-se que o "eu-lírico" não deseja morte, pelo contrário, pois o que se nota é um forte desejo de aproveitar e usufruir dos prazeres que a vida oferece. Interessante analiser toda a construção da poesia, pois Castro Alves estava condenado a morte vítima de sua saúde debilitada, mas ele lutou muito pela sua vida. Portanto, pode-se traçar um parelelo entre a vida real do autor e a sua obra literária.
MOCIDADE E MORTE
Castro Alves
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito.
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
— Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.
Morrer... quando este mundo é um paraíso,
E a alma un cisne de douradas plumas:
Não! o seio da amante é um lago virgem...
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! formosa mulher — camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas.
Minh’alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas...
E a mesma voz repete-me, terrível,
Com gargalhar sarcástico: — Impossível!
Eu sinto em mim o borbulhar do gênio.
Vejo além um futuro radiante:
— Avante! — brada-me o talento n’alma
E o eco ao longe me repete — Avante! —
O futuro... o futuro... no seu seio...
Entre louros e bênçãos dorme a glória!
Após — um nome do universo n’alma
Um nome escrito no Panteon da história.
E a mesma voz repete funerária:
Teu Panteon — a pedra mortuária!
Morrer — é ver extinto dentre as névoas
O fanal, que nos guia na tormenta:
Condenado — escutar dobres de sino,
— Voz da morte, que a morte lhe lamenta.
—Ai! morrer — é trocar astros por círios,
Leito macio por esquife imundo,
Trocar os beijos da mulher — no visco
Da larva errante no sepulcro fundo.
Ver tudo findo... só na lousa um nome,
Que o viandante a perpassar consome.
E eu sei que vou morrer... dentro em meu peito
Um mal terrível que me devora a vida:
Triste Ahasverus, que no fim da estrada,
Só tem por braços uma cruz erguida.
Sou o cipreste, qu’inda mesmo florido,
Sombra da morte no ramal encerra!
Vivo — que vaga sobre o chão da morte,
Morto — entre os vivos a vagar na terra.
Do sepulcro escutando triste grito,
Sempre, sempre bradando-me: — Maldito! —
E eu morro, ó Deus! Na aurora da existência.
Quando a sede e o desejo em nós palpita...
Levei aos lábios o dourado pomo,
Mordi no fruto podre do Asfaltita.
No triclínio da vida — novo Tântalo —
O vinho do viver ante mim passa...
Sou dos convivas da legenda hebraica,
O estilete de Deus quebra-me a taça.
É que até minha sombra é inexorável,
Morrer! Morrer! soluça-me implacável.
Adeus, pálida amante dos meus sonhos!
Adeus, vida! Adeus, glória! amor! anelos!
Escuta, minha irmã, cuidosa enxuga
Os prantos de meu pai dos teus cabelos.
Fora louco esperar! fria rajada
Sinto que do viver me extingue a lampa...
Resta-me agora por futuro — a terra,
Por glória — nada, por amor — a campa.
Adeus!... Arrasta-me uma voz sombria,
Já me foge a razão na noite fria!...
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
Ainda bem!
A substância e sua essência confusa. Ora quer aparecer e dominar, Muitas vezes se ocultar, disfarçar Convivência fácil. Ou dura. Mais fácil ...
Postagens mais visitadas
-
No poema que se tem na sequência, verifica-se que o "eu-lírico" não deseja morte, pelo contrário, pois o que se nota é um forte de...
-
A substância e sua essência confusa. Ora quer aparecer e dominar, Muitas vezes se ocultar, disfarçar Convivência fácil. Ou dura. Mais fácil ...
-
Matrimônio Deus, na sua perfeição Já no início de tudo pensou Que viver na solidão Limita o para que nos criou. Assim, Ele criou o homem e ...

