Perguntaram pro menino:
"o que você quer ser quando crescer?"
Serei engenheiro,
Serei arquiteto,
Serei médico,
Serei astronauta
Serei jornalista,
Serei escritor,
Serei empresário,
Serei pintor
E principalmente
Serei advogado,
Serei Psicólogo,
Serei Pai,
Serei Mãe
Serei um Dom Quixote,
Serei um Bentinho,
Serei um mocinho
Serei um vilão
Eles riram e disseram:
"Menino! Você não pode ser tudo isso..."
Ele respondeu: “claro que eu posso,
EU SEREI PROFESSOR!”
Carmen Barudi
Poema extraído do Jornal Quixote, edição n.º 2, do Grupo de Literatura Gauche. Agradeço a minha amiga Carmen por autorizar a publicação da sua arte aqui no meu blog.
quarta-feira, novembro 05, 2008
sábado, outubro 25, 2008
Tocar por tocar

O telefone toca
O coração acelera
A ansiedade domina
Corro para atender
Tento saber quem é
antes de algo ser dito
Desejo ouvir a sua voz
Ouço algo
Me desanimo
Não é você
Tenho que atender
normalmente
Outra pessoa
quer falar comigo
Ela se lembrou de mim!
De tantas que me ligam
A que mais desejo não me liga
Talvez por falta de tempo
Ou, quem sabe, de costume
Mas isso me faz falta
Agora estou aqui
Esperando o telefone tocar
Sei que isso não vai acontecer
Mas o que tem demais acreditar
que talvez hoje seja diferente?
Não quero atender mais o telefone
Pois sempre fico triste
Quando atendo o telefone e percebo
que não é você
E fico mais triste quando desligo
Pois penso que
Se outras pessoas me ligam
Por que ela não me liga?
Já me decidi
Vou continuar esperando
E quem sabe
Esse telefone não vai tocarSomente por tocar
O coração acelera
A ansiedade domina
Corro para atender
Tento saber quem é
antes de algo ser dito
Desejo ouvir a sua voz
Ouço algo
Me desanimo
Não é você
Tenho que atender
normalmente
Outra pessoa
quer falar comigo
Ela se lembrou de mim!
De tantas que me ligam
A que mais desejo não me liga
Talvez por falta de tempo
Ou, quem sabe, de costume
Mas isso me faz falta
Agora estou aqui
Esperando o telefone tocar
Sei que isso não vai acontecer
Mas o que tem demais acreditar
que talvez hoje seja diferente?
Não quero atender mais o telefone
Pois sempre fico triste
Quando atendo o telefone e percebo
que não é você
E fico mais triste quando desligo
Pois penso que
Se outras pessoas me ligam
Por que ela não me liga?
Já me decidi
Vou continuar esperando
E quem sabe
Esse telefone não vai tocarSomente por tocar
superever
quinta-feira, outubro 09, 2008
Não me entendo
Eu sei que estou distante,
Que muitas vezes estou ausente.
Mas a todo instante
Penso em você, constantemente.
Eu sumo, desapareço,
Não é que eu queira ser assim.
Pago um alto preço
Quando não a tenho perto de mim.
Eu me cobro e você também
E nos deixamos ser refém
Do meu comportamento, insano.
E o tempo vai passando
Já não mais me reconheço
Mas ainda te agradeço
Por tentar me entender
Apesar de tanto sofrer
Não queria ser assim.
Isso não é parte de mim.
O que é que estou fazendo?
Por mais que pense, não me entendo.
A verdade é que tudo isso
Está acabando com nós dois
E agora que me dei conta disso
Não posso deixar para depois
Que muitas vezes estou ausente.
Mas a todo instante
Penso em você, constantemente.
Eu sumo, desapareço,
Não é que eu queira ser assim.
Pago um alto preço
Quando não a tenho perto de mim.
Eu me cobro e você também
E nos deixamos ser refém
Do meu comportamento, insano.
E o tempo vai passando
Já não mais me reconheço
Mas ainda te agradeço
Por tentar me entender
Apesar de tanto sofrer
Não queria ser assim.
Isso não é parte de mim.
O que é que estou fazendo?
Por mais que pense, não me entendo.
A verdade é que tudo isso
Está acabando com nós dois
E agora que me dei conta disso
Não posso deixar para depois
superever
segunda-feira, outubro 06, 2008
Vida X Morte
No poema que se tem na sequência, verifica-se que o "eu-lírico" não deseja morte, pelo contrário, pois o que se nota é um forte desejo de aproveitar e usufruir dos prazeres que a vida oferece. Interessante analiser toda a construção da poesia, pois Castro Alves estava condenado a morte vítima de sua saúde debilitada, mas ele lutou muito pela sua vida. Portanto, pode-se traçar um parelelo entre a vida real do autor e a sua obra literária.
MOCIDADE E MORTE
Castro Alves
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito.
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
— Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.
Morrer... quando este mundo é um paraíso,
E a alma un cisne de douradas plumas:
Não! o seio da amante é um lago virgem...
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! formosa mulher — camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas.
Minh’alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas...
E a mesma voz repete-me, terrível,
Com gargalhar sarcástico: — Impossível!
Eu sinto em mim o borbulhar do gênio.
Vejo além um futuro radiante:
— Avante! — brada-me o talento n’alma
E o eco ao longe me repete — Avante! —
O futuro... o futuro... no seu seio...
Entre louros e bênçãos dorme a glória!
Após — um nome do universo n’alma
Um nome escrito no Panteon da história.
E a mesma voz repete funerária:
Teu Panteon — a pedra mortuária!
Morrer — é ver extinto dentre as névoas
O fanal, que nos guia na tormenta:
Condenado — escutar dobres de sino,
— Voz da morte, que a morte lhe lamenta.
—Ai! morrer — é trocar astros por círios,
Leito macio por esquife imundo,
Trocar os beijos da mulher — no visco
Da larva errante no sepulcro fundo.
Ver tudo findo... só na lousa um nome,
Que o viandante a perpassar consome.
E eu sei que vou morrer... dentro em meu peito
Um mal terrível que me devora a vida:
Triste Ahasverus, que no fim da estrada,
Só tem por braços uma cruz erguida.
Sou o cipreste, qu’inda mesmo florido,
Sombra da morte no ramal encerra!
Vivo — que vaga sobre o chão da morte,
Morto — entre os vivos a vagar na terra.
Do sepulcro escutando triste grito,
Sempre, sempre bradando-me: — Maldito! —
E eu morro, ó Deus! Na aurora da existência.
Quando a sede e o desejo em nós palpita...
Levei aos lábios o dourado pomo,
Mordi no fruto podre do Asfaltita.
No triclínio da vida — novo Tântalo —
O vinho do viver ante mim passa...
Sou dos convivas da legenda hebraica,
O estilete de Deus quebra-me a taça.
É que até minha sombra é inexorável,
Morrer! Morrer! soluça-me implacável.
Adeus, pálida amante dos meus sonhos!
Adeus, vida! Adeus, glória! amor! anelos!
Escuta, minha irmã, cuidosa enxuga
Os prantos de meu pai dos teus cabelos.
Fora louco esperar! fria rajada
Sinto que do viver me extingue a lampa...
Resta-me agora por futuro — a terra,
Por glória — nada, por amor — a campa.
Adeus!... Arrasta-me uma voz sombria,
Já me foge a razão na noite fria!...
terça-feira, setembro 23, 2008
Ve, Carlos, a ser gauche en la vida...
Em homenagem ao Grupo Gauche de Literatura, com o seu jornal "Quixote", posto um poema de Drummond que, além de ser uma obra-prima, origina o nome dado a esse grupo.
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, setembro 13, 2008
Doce ilusão

Hoje parei para pensar
Na doce ilusão de achar
Que linda é a nossa vida
E nela só há caminho de ida
Então continuei a refletir
Na ilusão que alimentamos
Para continuarmos a existir
Pois só assim acreditamos
Que as coisas são como são
E a tentativa de mudar é em vão
Feliz daqueles que se contentam
Feliz dos pobres ignorantes
Feliz os que tapam os olhos
Feliz o que se conformam
Mas são felizes?
Infelizes aqueles que contentam
Infelizes os pobres ignorantes
Infelizes os que tapam os olhos
Infelizes os que se conformam
Mas será que são infelizes?
É difícil viver
Mas não importa
Vamos continuar a crer
Que tudo vai mudar
Pois vida morta...
Só quando a ilusão acabar.
Na doce ilusão de achar
Que linda é a nossa vida
E nela só há caminho de ida
Então continuei a refletir
Na ilusão que alimentamos
Para continuarmos a existir
Pois só assim acreditamos
Que as coisas são como são
E a tentativa de mudar é em vão
Feliz daqueles que se contentam
Feliz dos pobres ignorantes
Feliz os que tapam os olhos
Feliz o que se conformam
Mas são felizes?
Infelizes aqueles que contentam
Infelizes os pobres ignorantes
Infelizes os que tapam os olhos
Infelizes os que se conformam
Mas será que são infelizes?
É difícil viver
Mas não importa
Vamos continuar a crer
Que tudo vai mudar
Pois vida morta...
Só quando a ilusão acabar.
Ever............
sábado, setembro 06, 2008
Seu coração
Se tortuoso for o caminho do seu coração
E se tenho poucas chances de chegar a ele
Mais difícil é eu desistir da minha intenção
Que é a de chegar, entrar e morar nele
Se tenho poucas chances de alcança-lo
Se, talvez, tal honra não mereça
Mais forte é minha vontade de ama-lo
Força tenho de lutar para que meu sonho aconteça
E quando achar que estou desanimando
Me oriente para continuar
Pois tamanha ajuda não desperdiçarei
Não tenha duvidas que estou te amando
E que ao seu lado quero estar
E para que isso aconteça, seu coração alcançarei
ever.......
E se tenho poucas chances de chegar a ele
Mais difícil é eu desistir da minha intenção
Que é a de chegar, entrar e morar nele
Se tenho poucas chances de alcança-lo
Se, talvez, tal honra não mereça
Mais forte é minha vontade de ama-lo
Força tenho de lutar para que meu sonho aconteça
E quando achar que estou desanimando
Me oriente para continuar
Pois tamanha ajuda não desperdiçarei
Não tenha duvidas que estou te amando
E que ao seu lado quero estar
E para que isso aconteça, seu coração alcançarei
ever.......
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