terça-feira, julho 20, 2010
domingo, julho 04, 2010
A Espantosa Realidade das Cousas
A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.
Fernando Pessoa, pseudônimo Alberto Caeiro.
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.
Fernando Pessoa, pseudônimo Alberto Caeiro.
quinta-feira, junho 10, 2010
Como se constrói o amor?
As grandes ações são tão valorizadas
E recebem tanto reconhecimento
Que muitos querem tomar atitudes idealizadas
Fazer algo maior que o pensamento.
Enganam-se os que não entendem o que é grande
Que buscam somente um momento de satisfação
Algo grande pode até ser insignificante
Se pequenas coisas não tiverem também a sua expressão.
Essa compreensão é importante para entender o amor:
Uma atitude simples, um abraço, um sorriso, um aperto de mão
É mais resistente do que algo grande, mas que é sem teor
Nunca é esquecido, pois entra e nunca mais sai do coração.
Portanto, chega de tentar desvendar esse sentimento.
Atente-se para os pequenos detalhes da vida
E deixe de construir monumentos
Quando as minúcias é que nunca serão esquecidas
Everton Gomes da Cunha
E recebem tanto reconhecimento
Que muitos querem tomar atitudes idealizadas
Fazer algo maior que o pensamento.
Enganam-se os que não entendem o que é grande
Que buscam somente um momento de satisfação
Algo grande pode até ser insignificante
Se pequenas coisas não tiverem também a sua expressão.
Essa compreensão é importante para entender o amor:
Uma atitude simples, um abraço, um sorriso, um aperto de mão
É mais resistente do que algo grande, mas que é sem teor
Nunca é esquecido, pois entra e nunca mais sai do coração.
Portanto, chega de tentar desvendar esse sentimento.
Atente-se para os pequenos detalhes da vida
E deixe de construir monumentos
Quando as minúcias é que nunca serão esquecidas
Everton Gomes da Cunha
terça-feira, abril 13, 2010
terça-feira, janeiro 19, 2010
domingo, janeiro 10, 2010
A Batida

O som, o toque, a harmonia
A batida perfeita
Que torna uma música bela
Que encanta o coração
E alivia a alma
A letra somente tem sentido
Se o toque for harmonioso.
E a batida mais importante
precisa desse compasso
Ou padece.
Buscamos essa música
Ao longo de nossas vidas.
Muitas melodias tentam ocupar esse lugar,
Querendo ser a trilha sonora.
Mas as notas devem ser sempre as mesmas.
Por mais que sigamos as mais novas,
Queremos voltar a cantar a música.
E não adianta procurar em outros discos
Eles podem até ser mais modernos
Mas não possuem notas que embalam.
Everton
A batida perfeita
Que torna uma música bela
Que encanta o coração
E alivia a alma
A letra somente tem sentido
Se o toque for harmonioso.
E a batida mais importante
precisa desse compasso
Ou padece.
Buscamos essa música
Ao longo de nossas vidas.
Muitas melodias tentam ocupar esse lugar,
Querendo ser a trilha sonora.
Mas as notas devem ser sempre as mesmas.
Por mais que sigamos as mais novas,
Queremos voltar a cantar a música.
E não adianta procurar em outros discos
Eles podem até ser mais modernos
Mas não possuem notas que embalam.
Everton
sexta-feira, janeiro 01, 2010
OS DEGRAUS
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo..
Mário Quintana
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo..
Mário Quintana
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